Clínica de Diabetes Christiane Sobral

Sim, Existe Qualidade de vida apesar do Diabetes!

Cirurgia diabetes

A efetividade da cirurgia bariátrica na melhoria do diabetes do tipo 2 foi originalmente atribuída principalmente às mudanças dietéticas e à perda de peso. Recentemente várias linhas de trabalhos sugerem que procedimentos cirúrgicos, especialmente o conhecido como bypass em Y, técnica de Roux,(RYGB), tem efeitos glicêmicos independentes da perda de peso.

Entre os trabalhos menciona-se:

1. Estudos em animais mostram que a alteração fluxo entérico do duodeno, como ocorre na RYGB melhora o diabetes do tipo 2 mesmo em animais não obesos.

2. Pacientes submetidos a RYGB mostra grandes melhoras precocemente, quando comparados com que aqueles que se submeteram laparoscopicamente às técnicas de banda gástrica (LABG) com a mesma dieta pós-operatória.

3. Os pacientes que se submeteram à técnica RYBG, quando comparados com os que fizeram LABG, mostram melhora na sensibilidade à insulina e da função da célula beta.

4. Um pequeno grupo de pacientes desenvolveu, após RYGB, hipoglicemia hiperinsulinêmica e que apareceu no período de maior perda de peso.

5. Foi demonstrado que a técnica RYGB altera o teste de tolerância à glicose, a dinâmica de liberação de insulina e outras medidas metabólicas.

As idéias iniciais é que estas alterações ocorriam devido aos processos de mal absorção causados pela cirurgia, entretanto hoje existe um reconhecimento que são devidas aos eventos neuronais e às alterações dos hormônios gastrointestinais. Isto envolve a comunicação direta com o Sistema Nervoso Central que regula o comportamento alimentar, o balanço de energia e as alterações metabólicas no fígado, tecido adiposo, músculo e pâncreas. Isto indiretamente altera a glicemia, a secreção e a ação da insulina.

Resumidamente os principais candidatos são:

1. Ghrelina que é sintetizada no estômago. As concentrações aumentam antes das refeições e estimulam o apetite e participa do início do processo alimentar. Após cirurgias que utilizam RYGB, a Ghrelina diminui.

2. GLP-1,Peptídeo YY,Oxyntomodulina produzidos no íleo, aumentam devido à chegada precoce do alimento nesta região. Todos estes peptídeos têm sido associados com a saciedade e para a manutenção da perda de peso.

Estas modificações não são vistas nas técnicas de LABG. Algumas das alterações acima são responsáveis pela regeneração das ilhotas pancreáticas ou pelo menos a manutenção da massa pancreática.

O QUE É MELHOR PARA O PACIENTE COM DIABETES DO TIPO 2 ?

Em 1991, o Instituto de Saúde Americano, após ouvir especialistas, recomendou a cirurgia bariátrica, para o tratamento de pacientes com obesidade que estivessem informados e motivados para a realização do procedimento. O requisito é que o IMC fosse acima de 40kg/m2, ou entre 35 e 40 kg/m2 para aqueles que apresentassem co-morbidades, aqui incluindo o diabetes.

Em 2010, estas diretrizes foram modificadas, por outro grupo de consultores que recomendaram baixar estes critérios. Assim, para aqueles com co-morbidades o IMC poderia ser maior que 30 kg/m2. O documento considera a cirurgia uma opção para diabéticos com IMC (índice de massa corporal) entre 30 e 35. No entanto, essa indicação para pessoas com obesidade leve só vale em casos excepcionais, quando o diabetes não é controlável clinicamente e há risco cardíaco.

Em março de 2011, a Sociedade Internacional de Diabetes reuniu nos Estados Unidos, um grupo de especialistas e divulgou um documento denominado “The IDF Taskforce on Epidemiology and Prevention”. O texto afirma que a prioridade da cirurgia continua sendo para pacientes com obesidade mórbida (IMC acima de 40), ou moderada (acima de 35) com doenças relacionadas, como o diabetes.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina estabelece que a cirurgia só é indicada para essas duas situações.

As recentes observações demonstram que os procedimentos de cirurgia bariátrica reduz a incidência do diabetes do tipo 2 e diiminuem substancialmente os riscos em muitos pacientes com pré-diabetes. Em grande parte dos estudos tem sido obtidos HbA1c < 7% nos pacientes que fazem cirurgia bariátrica. Os mais beneficiados são aqueles que realizam a cirurgia mais precocemente. As avaliações de custo/ benefício que comparam os tratamentos clínicos com medicamentos versus os cirúrgicos, são também favoráveis aos procedimentos operatórios.

O tratamento do diabetes do tipo 2 com cirurgia bariátrica permanece ainda controverso entre os endocrinologistas clínicos, isto porque para muitos, os estudos são insatisfatórios, pelo pequeno número de casos, ou mal desenhados e sem um seguimento (follow-up) adequado. A segunda razão é o aparecimento de uma série de novas drogas, tais como: biguanidas, inibidores de alfa glicosidase, thiazolidinedionas, glinidas, análogos de GLP1, análogos de amylina, inibidores de dipetidyl peptidase-IV, sequestrantes de ácidos biliares, agonistas de receptores de dopamina.

É necessário chamar a atenção, que assim como os procedimentos cirúrgicos, a utilização destes medicamentos, ainda, necessita de mais tempo para serem avaliados.

Lições obtidas a partir dos procedimentos cirúrgicos podem informar não apenas qual é o melhor procedimento, como também podem levar ao desenvolvimento de novas terapias médicas, intervenções gastrointestinais, ou uma combinação de abordagens para o tratamento e a prevenção do diabetes do tipo 2.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Receita diet - creme de frutas

Rendimento: 6 porções

Ingredientes
3 xícaras (chá) de mamão papaia picado
1/2 xícara (chá) de suco de abacaxi sem açúcar
1/2 xícara (chá) de suco de laranja natural
4 colheres (sopa) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
2 colheres (chá) de amido de milho

Para enfeitar
2 barras de cereais de frutas dietéticas

Preparo
Bata o mamão, o suco de abacaxi, o suco de laranja, o adoçante e o amido de milho no liquidificador e leve ao fogo por cerca de 10 minutos para encorpar. Coloque em 6 taças. Quebre as barras de cereais em pedaços pequenos ou passe pelo processador e enfeite as taças. Sirva gelado.

Equivalência da porção:
2 porções de frutas

Informações Nutricionais
1 PORÇÃO = 1 TAÇA = 90 G
Calorias    82
Proteínas    0,8 g
Gorduras totais    0,1 g
Carboidratos    19,5 g
Fibras    1,4 g
Sódio    58 mg
Gorduras saturadas    0 g
Colesterol    0 mg

Zero gordura
Zero colesterol

Durante a Segunda Guerra Mundial, um médico francês descobriu
que quando soldados feridos eram tratados com antibióticos
com sulfa, alguns apresentavam sintomas de hipoglicemia. Foi
assim que as drogas chamadas sulfanilureias tiveram seu início
no tratamento do diabetes tipo 2.
Em quase 50 anos, os comprimidos para o tratamento do
diabetes, ou hipoglicemiantes orais, sofreram muitas mudanças,
com o aparecimento de novas drogas que atuam nos mecanismos
intimamente relacionados ao aparecimento do diabetes que
não eram conhecidos anteriormente.
Muitas pessoas portadoras de diabetes tipo 2 são beneficiadas
com essas drogas, tornando o tratamento da doença muito
mais fácil, apesar de ainda existirem limitações e efeitos colaterais.
Quando indicadas e usadas corretamente, ajudam o paciente
a desenvolver um excelente controle da doença e previnem
complicações decorrentes do mau controle e da hiperglicemia.
É importante que se leve em conta que os hipoglicemiantes
orais não são insulina e nem podem substituí-la quando o médico
determinar a sua necessidade. Essas drogas agem desde que o
pâncreas esteja produzindo insulina, pois uma vez que a insulina
é digerida pelos ácidos do estômago, se fosse dada oralmente
não existiria benefício em seu uso oral. Quando necessária, ela
deve ser administrada por meio de injeção.
Dessa forma, os hipoglicemiantes orais também não funcionam
quando usados em pacientes portadores de diabetes tipo 1
ou em pacientes com diabetes tipo 2 que chegaram a um estágio
em que o pâncreas produz uma quantidade reduzida ou não produz
mais insulina.
O diabetes tipo 2 não aparece abruptamente. Ele começa a
partir de uma inflamação que eleva a resistência à insulina, fazendo
com que a necessidade de se produzir esse hormônio seja maior.
Pacientes portadores de pré-diabetes, quando evoluem
para o diabetes, normalmente já perderam cerca de 50% das
células beta produtoras de insulina. Porém, esse processo pode
levar muitos anos, período em que o paciente pode ter poucos
ou nenhuns sintomas.

 Entender o processo e usar os medicamentos adequadamente
fazem com que o controle da doença seja adequado e que
haja uma diminuição na sua progressão.
Os hipoglicemiantes orais podem agir de diversas formas:
•• Diminuindo a produção de glicose pelo fígado
•• Aumentando o consumo de glicose nos músculos e
nas células de gordura, diminuindo assim a resistência
a insulina
•• Estimulando a célula do pâncreas a produzir mais insulina
•• Aumentando isoladamente a sensibilidade à insulina
•• Agindo no bloqueio de enzimas que regulam a absorção
da glicose apos sua ingestão, diminuindo a velocidade
em que os carboidratos são absorvidos.
Existem também as drogas injetáveis, que não são a insulina
e não agem como ela, mas ajudam no controle da glicose sanguínea.
Atualmente existem o Exenatide e o Pramlitide. São drogas
sintéticas que ajudam na produção de insulina e regulam a velocidade
de liberação da glicose no sangue após a ingestão e o esvaziamento
do estomago.
Apesar dos hipoglicemiantes poderem ser utilizados na
maioria dos pacientes com diabetes tipo 2, o uso de insulina deve
ser desmistificado, pois hoje, com as insulinas mais modernas, pode-
se oferecer um bom controle e suas formas de administração
são cada vez mais fáceis.
O importante é ter em mente que, seja qual for o tratamento
proposto pelo médico, o diabetes é uma doença que tem controle
cada dia mais fácil e eficiente e que é possível viver muitos e muitos
anos com uma excelente qualidade de vida, seguindo as instruções
do médico e fazendo uso regular das medicações prescrita.

Dra. Christiane Sobral, Coordenadora do Centro de Diabetes do Hospital Sirio Libanês

Para as pessoas com diabetes é fundamental a realização de diversos exames. Alguns, dependendo do caso, devem ser feitos diariamente. Outros podem ser solicitados mensalmente.

São imprescindíveis para verificar se o tratamento está sendo conduzido de forma correta ou não. E, também, para verificar se os medicamentos estão surtindo efeitos satisfatórios. Uma maior ou menor freqüência ao consultório depende do estado de cada indivíduo.

Os exames regulares podem também detectar, precocemente, alguma complicação, que poderia ser tratada a tempo.

Tire suas dúvidas e saiba mais sobre os exames que geralmente são feitos para diagnosticar o diabetes

Mudando o estilo de vida

Por uma vida saudável

Ter uma vida saudável é um desafio para todos nós. O desenvolvimento dos recursos tecnológicos geralmente implica em tornar o indivíduo cada vez mais sedentário, assim como a necessidade da praticidade na preparação das refeições acarreta háábitos alimentares também pouco saudáveis.

Este conjunto de fatores, que deveria tornar nossas vidas mais produtivas, acaba por comprometer a produtividade em função da maior incidência de doenças, queda na resistência física, obesidade, stress, ansiedade, etc.

Quebrar este círculo vicioso passa a ser um verdadeiro desafio

Alimentação

O segredo da boa alimentação consiste em adequar as preferências individuais com a quantidade e qualidade do alimentos que farão parte da nossa dieta habitual. Existem algumas recomendações que podem ajudar a tornar sua alimentação mais saudável:

  • Procure incorporar na sua dieta habitual a maior quantidade possível de alimentos ricos em fibras, tais como frutas e verduras. Por exemplo, evitar “descascar” algumas frutas, como figo, pêssego e maçã pode aumentar bastante o conteúdo de fibras, que terão um papel fundamental na saúde do seu sistema digestivo.
  • Procure diminuir a quantidade de gorduras (óleo, manteiga, creme etc) e de carboidratos (massa e doces), dando preferência a alimentos grelhados e cozidos. Infelizmente a dieta habitual da nossa população é sempre mais rica em gorduras e carboidratos e pobre em proteínas do que o desejado. Evite comer “fast food”, dê preferência aos alimentos de preparação mais “caseira”.
  • Diminua a quantidade total de alimentos de cada refeição. Faça mais refeições ingerindo menos calorias de cada vez. Este procedimento permitirá uma digestão mais fácil e menor apetite nas refeições maiores.
  • Utilize leite e derivados (iogurte, queijos) desnatados ou light e prefira as carnes magras. Assim, você estará prevenindo o aumento do colesterol, além de controlar o peso. As leguminosas devem fazer parte do cardápio, pois contêm proteínas, ferro e fibras.
  • No supermercado é preciso cuidado ao escolher o que será comprado. Levando alimentos saudáveis para casa, já estará dando um grande passo para não fugir da dieta. Dê preferência aos temperos naturais, pois os industrializados contêm grande quantidade de sal. Os óleos mais saudáveis são os vegetais (canola, girassol, milho ou soja), porém evite frituras.
  • E não se esqueça: se for comer uma sobremesa diet ou light, fique apenas com uma porção. Comer o dobro pode significar o mesmo que um doce supercalórico.
Importância da atividade física
A prática regular de atividade física é fundamental na adoção de háábitos de vida mais saudáveis. Além dos benefícios já conhecidos, tais como prevenção de doenças cardíacas, prevenção de osteoporose, redução do colesterol, redução da hipertensão, combate à obesidade e tantos outros, o exercício físico tem um efeito ainda mais importante: o indivíduo capaz de incorporar a atividade física aos seus háábitos de maneira definitiva, encontra uma nova fórmula de vida.
Manter-se ativo promove uma mudança radical no corpo. O organismo solicita háábitos saudáveis. Os alimentos gordurosos começam a se tornar indesejados, as refeições exageradamente calóricas são rejeitadas, a auto-estima aumenta com a melhora na estética corporal, a resistência física é aumentada e a produtividade e capacidade de trabalho são favorecidas.
Para a pessoa com diabetes, a atividade física, além dos benefícios já citados, auxilia no tratamento da doença.
Se todos estes fatores não forem suficientes para convencer alguém a praticar exercícios, existem mais duas informações importantes: melhora o desempenho sexual e aumenta a expectativa de vida!
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Uma alimentação saudável ajuda a diminuir os riscos de diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, obesidade e até mesmo prevenir o Alzheimer, embora os estudos ainda não estejam muito claros, como divulgou o veículo Health.

“Não posso prescrever brócolis e dizer ao paciente que vai ajudar – ainda”, disse o Diretor do Centro de Pesquisa em Alzheimer do Hospital Mount Sinai, Sam Gandy, de Nova York (EUA). Isso porque o Instituto Nacional de Saúde divulgou que não há evidências suficientes que comprovem que a dieta e o estilo de vida possam prevenir o Alzheimer.

Ainda assim, alguns alimentos contribuem com a boa nutrição e saúde do corpo, incluindo o cérebro e a memória. Outra boa forma de proteger as lembranças é combinar hábitos saudáveis e exercícios físicos a uma dieta equilibrada.

Frutas vermelhas: morangos, açaís, amoras, mirtilos, cerejas e framboesas são algumas das frutas que podem ajudar a preservar o mecanismo de memória relacionado à idade, por ajudarem a eliminar proteínas tóxicas que são ligadas à perda da memória.

Vinho tinto: o consumo moderado de álcool pode prevenir o Alzheimer. Todavia, é preciso aliar este consumo a uma dieta e hábitos saudáveis para que o efeito não seja prejudicial

Manteiga de amendoim: assim como o próprio amendoim, é rica em gorduras boas e vitamina E, ajudando o cérebro e o coração a funcionarem adequadamente. Podem ser substituídos por amêndoas e avelãs

Semente de girassol: outra boa fonte de vitamina E, assim como outras sementes. Quando tostada, pode conter 30% da quantidade necessária da vitamina por dia. Pode ser consumida em saladas e massas, como pães e bolo.

Grãos integrais: ricos em fibras, quando incluídos em uma dieta com frutas, vegetais, azeite e vinho tinto, podem colaborar para a diminuição da capacidade cognitiva. “Não ingerimos alimentos e nutrientes isoladamente, mas sim combinados”, destacou o professor de neurologia da Universidade de Columbia, Nikolaos Scarmeas

Vegetais verde escuros: espinafre, brócolis, escarola e outros vegetais com esta coloração são ricos em vitamina E e folatos. Os folatos diminuem a quantidade de um aminoácido chamado homocisteína no sangue, que é capaz de matar as células nervosas e também é ligada ao maior risco de doenças cardíacas

Peixe: salmão, atum e outros peixes ricos em gordura são também ricos em ômega 3 e ácido docosahexaenoico (DHA), essencial para o funcionamento dos neurônios. Além disso, comer mais peixe significa reduzir a ingestão de outras proteínas, como a carne vermelha, rica em gorduras que podem entupir as artérias

Azeite: por ser rico em vitamina E, que é uma poderosa antioxidante que protege os neurônios e células nervosas, o azeite, as nozes e sementes colaboram para proteger o cérebro. No Alzheimer, neurônios e partes do cérebro começam a morrer, deteriorando a capacidade cognitiva

Abacate: sua gordura é rica em vitamina E e antioxidantes que protegem o cérebro e as células nervosas. “O benefício só está nos alimentos ricos nesta vitamina e não nos suplementos”, disse Martha Clare Morris, diretora da seção de nutrição e epidemiologia nutricional do Departamento Interno de Medicina da Rush University, de Chicago

Fonte: saude terra

diabetes fantastico dr. Drauzio Varella

Os edulcorantes artificiais chamados popularmente de adoçantes são alvo de diversas dúvidas, sobretudo quando se trata de saber qual o mais adequado para o tratamento do diabetes. Um mito importante que precisa ser combatido é que somente o uso do adoçante seria suficiente para o tratamento dietético do diabetes.

Isso não é verdade, já que a maior parte dos alimentos possui carboidratos (açúcares) que aumentam de maneira similar a glicose no sangue. Contudo é recomendável que o adoçante seja usado em substituição ao açúcar (sacarose) para minimizar a restrição dos outros carboidratos no plano alimentar. Para a escolha adequada do adoçante deve se considerar a segurança, o paladar e o custo. O adoçante seguro é aquele que sofre regulação de órgãos oficiais com comprovada credibilidade científica, os quais liberam ou não o consumo para humanos, além de determinar a dose máxima por dia. Lembrar que não se pode deixar de contar o número de gotas.

Dica: não ultrapassar de 10 gotas/copo, até conferir com a recomendação do Nutricionista. Quanto ao paladar devem ser verificados quais os adoçantes que podem ir ao fogo e o seu poder de adoçar, para que o uso incorreto (altas temperaturas e excesso de gotas) não acentue o resíduo amargo. E finalmente o custo, embora seja um dos principais determinantes na escolha dos adoçantes, deve-se avaliar o custo/benefício no momento da compra do adoçante, uma vez que o produto será utilizado de maneira contínua por muitos anos.

Dúvidas mais freqüentes sobre os adoçantes

•Causam câncer?

Existem vários estudos na literatura científica que comprovam a segurança do uso dos adoçantes para pacientes diabéticos, desde que recomendados pelo médico ou nutricionista e utilizados na quantidade adequada para consumo diário.

 •Engordam ou emagrecem?

 O adoçante é apenas um coadjuvante (substitui a sacarose) nas dietas para perder peso. Ele não possui o efeito de emagrecer ou engordar.

•Podem ser usados na gravidez?

Sim, desde que orientados pelo médico ou nutricionista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Uma opção saborosa e saudável para a ceia de natal – e para o resto do ano – são os diversos tipos de castanhas e nozes disponíveis principalmente nesta época do ano. Um exemplo disso é que, segundo recente estudo da Universidade Loma Linda, nos EUA, uma alimentação rica em amêndoas pode ajudar a prevenir diabetes e doença cardíaca, ao melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o colesterol “ruim” (LDL) em pessoas com pré-diabetes.

De acordo com os autores, cerca de 16 milhões de americanos apresentam pré-diabetes – condição precursora do diabetes tipo 2 – e estima-se que, até o ano de 2020, metade da população dos EUA tenha o pré-diabetes ou já tenha desenvolvido a doença. Daí a importância de abordagens preventivas, principalmente incluindo uma alimentação balanceada e exercícios físicos.

Avaliando 65 adultos com pré-diabetes, os pesquisadores notaram que, acrescentando amêndoas – 20% das calorias diárias – à dieta recomendada pela Associação Americana de Diabetes, os participantes apresentavam, após 16 semanas, melhores níveis de colesterol “ruim” e de sensibilidade à insulina – importantes fatores de risco para diabetes tipo 2 e doença cardíaca.

Em artigo publicado no Journal of the American College of Nutrition, os especialistas destacam que esse efeito das amêndoas pode ser atribuído a nutrientes como fibras e gordura insaturada, que podem melhorar o colesterol, além de aumentar a sensibilidade à insulina e a função das células beta. Uma porção de 28 gramas de amêndoas oferece 3,5 gramas de fibras, 13 gramas de gordura insaturada e apenas um grama de gordura saturada.

Fonte: EurekAlert. Public Releas

Prevenção é o melhor remédio contra a gripe. Para proteger a saúde de sua família, a vacinação é essencial. Por isso, o Ministério da Saúde está lançando esta importante campanha.

Previna-se com a vacina trivalente contra a gripe comum e outros dois tipos de vírus.

O que é a vacina trivalente?

É uma vacina composta por três tipos de vírus causadores da gripe, cuja composição é orientada pela OMS e baseada em estudos sobre os vírus mais frequentes em determinado período, dentre eles o H1N1.

Quem pode tomar a vacina?

A vacina é comprovadamente segura para qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade, o que faz dela ideal para todas as pessoas comumente suscetíveis ao contágio por gripe, principalmente crianças e idosos. Ou seja, todos devem se vacinar para evitar a disseminação do vírus.

Qual o melhor período para a vacinação?

O ideal é vacinar-se entre março e junho. Porém, a vacina pode ser recebida durante todo o ano.

A vacina causa reações?

As reações são discretas. Eventualmente, pode causar reações no local da aplicação (vermelhidão, calor, dor) e febre.

O Exame disponibiliza a vacina trivalente que, com uma única aplicação, imuniza contra o H1N1 e protege contra os outros dois tipos mais comuns de vírus causadores da gripe no Hemisfério Sul (H3N2 e B), composição recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).